Para realizar o exercício de ESPAÇO E LUZ deveríamos explorar
a influência da luz em espaços fechados. Para tanto utilizamos uma caixa de
sapato, onde deveriam ser feitos diferentes tipos de abertura, além de usar
diferentes tipos de incidência de luz, como zenital e lateral. Também deveríamos
explorar o efeito da luz nos revestimentos internos da caixa por meio de papeis
coloridos, reflexivos e translúcidos.
Este trabalho foi realizado em duas etapas, aqui referidas
como PARTE 1 e PARTE 2.
Comecei a PARTE 1 do exercício fazendo dois modelos de
caixa. Na primeira coloquei um fundo
refletor dourado, duas paredes sem aberturas e ornamentadas com cores e
detalhes, sem abertura zenital, a parede lateral direita com quatro aberturas
retangulares inclinadas. Na segunda
caixa o uso das cores também foi bastante explorado, as aberturas mudaram de
posições e foram aumentadas. Contudo, apesar de na segunda caixa podermos
observar a entrada de luz pelas aberturas (principalmente a inferior, da parede
direita), contudo como o forro utilizado era muito claro essa diferença de luz
e sombra não ficou suficientemente clara.
Os trabalhos foram mostrados para a professora, em sala de
aula, e foram refeitos para agora atender todas as solicitações propostas
(PARTE 2).
Na segunda parte do exercício busquei escurecer mais o
ambiente para que o papel das aberturas fosse mais significativo.
Comecei com uma
montagem de caixa bem parecida com a primeira da PARTE 1, trocando o piso
(dourado por um novo preto) e o forro (branco por um novo preto), também
troquei a parte posterior da caixa por uma escura. Foram mantidas apenas as
paredes laterais, à esquerda com uma malha colorida e a direita com cor clara e
aberturas retangulares inclinadas. Acrescentei também dois calungas para dar
noção de escala ao trabalho.
Tirei diversas fotos modificando a posição da luz incidente
para que pudesse obter diferentes efeitos.
Depois para variar parâmetros de dimensão mudei de posição a
caixa (girando) e mantendo o tamanho do calunga para introduzir a variação de
escala. Aqui também deixamos de ter
entrada de luz lateral e passamos a explorar a luz zenital.
Tirei mais de uma foto com diferentes ângulos de incidência de
luz e com variação na quantidade de incidência, algumas com mais outras com
menos luz incidente.
Em seguida mudei a composição da caixa, voltando para uma
similar a caixa dois da parte 1. Esta é composta por paredes com mais
aberturas, na parede de fundo e lateral. Além de explorar bastante o formato
das aberturas a composição joga bastante com o uso de cores, sendo a parede de
fundo azul com aberturas em papel transparente laranja e a parede lateral direita
lilás com as aberturas preenchidas com saliências em material plástico transparente,
ainda temos a parede lateral esquerda em verde.
Fiz diversos experimentos variando a posição da luz
incidente, dando ênfase em uma ou outra fachada, girando a luz em torno da
caixa, explorando diferentes efeitos de luz sobre os diferentes planos da
caixa.
Resolvi ainda fazer outro modelo de caixa, que não havia
sido feito na PARTE 1, para explorar melhor a luz zenital e o papel reflexivo.
Para tanto fiz uma composição onde a parede lateral esquerda e a de fundo, bem
como o piso , foram forradas com papel preto e a lateral direita com papel
reflexivo prateado. Fiz aberturas zenitais circulares forradas com papel
transparente azul, colocando pequenos suportes com “esculturas” localizados
abaixo destas aberturas. A ideia era passar a impressão de museu ou exposição,
onde os objetos expostos estão em um local escuro gerando um contraste com a
luz (a luz também a parte da criação, compõe o objeto). Nesta montagem, devido às cores escolhidas e
ao enfoque proposto, os calungas não estão tão visíveis.





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